A aliados, Bolsonaro vê dificuldades no Senado para PEC dos Precatórios e admite plano B

O governo tenta mobilizar parlamentares para aprovar a medida que abre espaço fiscal no orçamento para financiar o Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família.

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu a aliados nesta semana que o governo tem um plano B para o Auxílio Brasil se a PEC dos Precatórios não passar no Congresso. Segundo o blog apurou, o governo avalia que pode até vencer na Câmara, mas vê dificuldades para a proposta se ela chegar ao Senado.

Se a PEC não passar, o governo já estuda decretar novo estado de calamidade e prorrogar o auxílio emergencial, que acaba agora em novembro. O auxílio emergencial foi criado para atender às famílias assistidas pelo programa social durante a pandemia. Não há detalhes, ainda, sobre qual seria o valor e quantas famílias seriam assistidas se o auxílio for prorrogado.

O governo tenta mobilizar parlamentares para aprovar a medida que abre espaço fiscal no orçamento para financiar o novo Bolsa Família, o Auxílio Brasil. No entanto, não garante os votos nem na Câmara ainda. Haverá uma nova tentativa de votação na próxima quarta-feira (3) na Câmara. Se passar, segue para o Senado.

Nas conversas desta semana com aliados, o presidente Bolsonaro reclamou da cúpula do Senado por não dar andamento a pautas de interesse do governo. No caso da PEC, Bolsonaro avalia que Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado — diferentemente do aliado do governo Arthur Lira (PP-AL) —, não se empenha pela votação do projeto, que abre espaço fiscal para o Auxílio Brasil. Para Bolsonaro, Pacheco, que pode ser seu adversário em 2022, não quer turbinar programa que Bolsonaro quer usar como sua principal vitrine eleitoral.

Além da pauta econômica, Bolsonaro faz outras críticas a senadores, como Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por não pautar a sabatina de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal.

A avaliação no governo é de que Alcolumbre trabalha por Augusto Aras, Procurador-Geral da República, também aliado do Planalto — mas não é evangélico. O presidente prometeu que o próximo ministro do STF seria “terrivelmente evangélico”.

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