Bolsonaro, após críticas por desrespeitar regras da Covid, chega de máscara ao G20

Mídia repercutiu aglomeração em caminhada de presidente e disse que ele 'entrará para a história como o primeiro líder brasileiro que recusou um café'

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Após ser criticado por jornais e redes de TV italianas por caminhar no centro de Roma em meio a um grupo de cerca de 30 pessoas aglomeradas, boa parte sem máscaras, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), usava a proteção facial quando chegou, às 10h50, para a cúpula do G20,

Bolsonaro foi recebido pelo premiê italiano, Mario Draghi, que é o presidente do G20 neste ano, e tirou a máscara para fazer a foto oficial. No interior do local do evento, os líderes não usavam a proteção.

O passeio de ontem foi organizado pelo deputado ítalo-brasileiro Luis Roberto Lorenzato, que divulgou imagens de Bolsonaro caminhando por pontos turísticos. Eleito para o Parlamento italiano em 2018, pela Liga, partido de direita radical liderado por Matteo Salvini, ele tem sido o articulador entre o presidente brasileiro e figuras da direita italiana.

Líderes mundiais se reúnem em Roma, antes da cúpula do G20
Líderes mundiais se reúnem em Roma, antes da cúpula do G20

Nos vídeos que foram reproduzidos por telejornais italianos, Bolsonaro não segue as recomendações sanitárias vigentes na Itália: o uso de máscara é recomendado em ambientes abertos onde não seja possível manter o distanciamento físico —caso da aglomeração provocada pelo presidente.

Os jornalistas também ironizaram o fato de que, na loja de embutidos que visitou, Bolsonaro tenha recusado um café e preferido uma Coca-Cola. “Ele vai entrar para a história como o único presidente brasileira que veio a Roma e recusou um café, logo este produto que representa uma conexão entre os dois países”, disse o apresentador do telejornal da emissora Rai, na manhã deste sábado (30).

Desde que chegou, Bolsonaro tem evitado a imprensa. Na chegada, ele não respondeu a uma pergunta sobre suas expectativas em relação ao G20 e, na noite de sexta, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou não ser possível atender ao pedido de que o presidente falasse sobre seu encontro com o presidente italiano, Sergio Mattarella.

Após a reunião cerimonial, o presidente voltou à embaixada, onde está hospedado, e convidou para uma conversa apenas os repórteres das emissoras CNN e Record. Segundo assessores da Presidência, os dois jantaram com a comitiva.

Neste sábado, segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência, não havia, até as 13h (horário local), nenhuma previsão de que o presidente falasse sobre os encontros previstos: às 16h, ele se reúne com o secretário-geral da OCDE, grupo de países nos quais o Brasil pleiteia ingressar.

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