China confirma morte no país por ‘Vírus do Macaco’; doença é rara e não há registro de transmissão humana

Há menos de 100 casos relatados em humanos desde 1932, e cientistas duvidam da capacidade desse patógeno mutar e começar a ser transmitido entre pessoas.

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O vírus do herpes B é prevalente entre os macacos e pode ser mortal quando transmitido para os humanos

A China registrou a morte de um veterinário de Pequim que contraiu uma doença rara em primatas, conhecida como Vírus do Macaco, informou reportagem do “Washington Post” de segunda-feira (19) com base em um relatório divulgado no sábado.

A morte, ocorrida em 27 de maio, é o primeiro óbito no país causado pela doença, que não tem registro de transmissão de humano para humano. As pessoas que estiveram com ele tiveram teste negativo para esse vírus.

O Vírus do Macaco, ou vírus herpes B, é comum nesse tipo de mamífero. No entanto, muito raramente humanos se infectam. Quando isso acontece, porém, a doença é grave, com inflamação no cérebro. Segundo a reportagem do “Post”, a letalidade da virose pode chegar a 80%.

Mas, novamente, trata-se de uma virose muito rara nas pessoas: há menos de 100 casos registrados na literatura médica desde 1932, ano do registro da primeira transmissão desse patógeno de um macaco para um homem.

Normalmente, vítimas são veterinários ou pesquisadores que lidam com primatas. A vítima sentiu dores, náuseas e vômitos em abril, um mês depois de dissecar macacos mortos. Depois, em maio, ele acabou não resistindo e morreu.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano, o Vírus do Macaco já está adaptado aos primatas e dificilmente saltaria para o ser humano de modo a permitir a transmissão entre pessoas — diferente do que aconteceu com o novo coronavírus causador da Covid-19.

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