China e África fortalecerão ainda mais laços bilaterais

No final de 2020, havia mais de US$ 43,4 bilhões de investimento chinês em mais de 50 países africanos, de acordo com o Ministério do Comércio. A China, o maior parceiro comercial da África por 12 anos consecutivos, é também o quarto maior investidor.

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A Ponte da Baía de Maputo, em Moçambique. A ponte foi construída pela China Road and Bridge Corporation.

Dias depois de ser eleito presidente da China em março de 2013, o presidente chinês Xi Jinping embarcou em sua primeira viagem ao exterior como Chefe de Estado. Três dos quatro destinos de sua viagem eram países africanos. Em um discurso no Centro Internacional de Convenções Julius Nyerere em Dar es Salaam, na Tanzânia, Xi afirmou que se tratava de sua sexta visita ao continente.

“Quando visito a África, sempre fico impressionado com duas coisas”, disse Xi. “Um é o seu progresso contínuo. Cada vez que venho à África, fico profundamente impressionado com os novos avanços no desenvolvimento, que são muito encorajadores. O outro é o calor do povo africano”.

Salientando que a China e a África vêem o desenvolvimento uma da outra como suas próprias oportunidades, Xi afirmou que a China tratará os países africanos com sinceridade, buscará resultados reais em cooperação com a África, construirá um vínculo estreito de amizade com a África e resolverá os problemas que podem ocorrer na cooperação com boa fé.

No final de 2020, havia mais de US$ 43,4 bilhões de investimento chinês em mais de 50 países africanos, de acordo com o Ministério do Comércio. A China, o maior parceiro comercial da África por 12 anos consecutivos, é também o quarto maior investidor.

De janeiro a setembro deste ano, o comércio bilateral apresentou um crescimento anual de 38%, chegando a mais de US$ 185 bilhões.

Visitando a África quatro vezes de 2013 a 2018, as viagens de Xi cobriram a Tanzânia, África do Sul, República do Congo, Zimbábue, Egito, Senegal, Ruanda e Maurícia. Xi também foi o primeiro Chefe de Estado chinês a visitar Ruanda.

Na Cúpula de Joanesburgo do Fórum de Cooperação China-África em 2015 e na Cúpula do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) em Beijing em 2018, Xi apresentou uma série de propostas para melhorar a cooperação China-África. Somente durante a Cúpula de Beijing, Xi participou de mais de 70 atividades bilaterais e multilaterais em oito dias.

Com a oitava Conferência Ministerial do FOCAC marcada para ser inaugurada em Dakar, no Senegal, na segunda-feira, a China e a África avançaram com a cooperação no âmbito do FOCAC. Enquanto isso, eles têm intensificado a cooperação na Iniciativa do Cinturão e Rota (ICR).

A China assinou documentos de cooperação da ICR com mais de 40 países africanos, bem como com a União Africana. As empresas chinesas realizaram uma série de projetos de infraestrutura na África, incluindo uma ferrovia conectando Mombaça e Nairóbi no Quênia e outra conectando a capital etíope de Adis Abeba com Djibuti.

De acordo com a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China, o país construiu mais de 6.000 quilômetros de ferrovias, mais de 6.000 quilômetros de estradas, cerca de 20 portos e mais de 80 instalações de energia na África.

A China e a África também deram um exemplo de resposta conjunta à Covid-19. Discursando na Cúpula Extraordinária China-África sobre Solidariedade contra a Covid-19 em junho de 2020, o Presidente Xi anunciou uma série de ações que a China tomaria para ajudar a África a responder à pandemia, incluindo que os países africanos estariam entre os primeiros a receber as vacinas da China assim que foram desenvolvidas e colocadas em uso.

A China forneceu cerca de 120 remessas de suprimentos médicos para a África para combater a Covid-19, de acordo com a Agência de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional da China. Também forneceu vacinas a 50 países africanos e à União Africana, e enviou especialistas médicos a 17 países africanos.

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