China reprime setor de entretenimento por “poluir” sociedade e juventude

A China ordenou às emissoras nesta quinta-feira que evitem artistas com “posições políticas incorretas” e estilos “afeminados”, e disse que uma atmosfera patriótica precisa ser cultivada, ampliando a repressão à sua crescente indústria de entretenimento.

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Policiais retiram fãs do lado de fora da cerimônia de abertura do Festival de Cinema de Xangai 14/06/2014 REUTERS/Aly Song

Depois de anos de crescimento descontrolado na segunda maior economia do mundo, os reguladores têm tentado fortalecer o controle sobre a sociedade chinesa, aumentando a supervisão em relação a uma ampla faixa de setores que vão desde tecnologia até educação e cultura.

As autoridades do Partido Comunista podem censurar qualquer coisa que acreditem que viole os valores fundamentais do sistema socialista e já têm regras rigorosas sobre conteúdos, que vão desde videogames a filmes e música.

As últimas ações que controlam a indústria do entretenimento vêm na sequência de uma série de escândalos de celebridades envolvendo sonegação de impostos e agressão sexual.

Dois ministérios do governo, uma agência do partido e uma associação da indústria publicaram novas diretrizes nesta quinta-feira, com o departamento de publicidade do partido criticando alguns na indústria do entretenimento por sua alegada má influência sobre os jovens e por “poluir gravemente a atmosfera social”.

O NRTA, órgão de nível ministerial, disse que reforçará a regulamentação dos salários das estrelas e punirá os sonegadores de impostos, acrescentando que eliminaria qualquer conteúdo em programas culturais que considere prejudicial à saúde.

O aviso dizia ainda que os programas que retratam comportamento “afeminado” e outros conteúdos considerados “distorcidos” deveriam ser interrompidos, junto com programas construídos em torno de escândalos, riqueza ostensiva e celebridades “vulgares” da internet.

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