Cidade chinesa determina quarentena parcial após três novos casos de Covid-19

A cidade de Harbin, no Norte da China, entrou em quarentena parcial após relatar três novos casos de Covid-19, informou a Comissão Nacional de Saúde (NHC) nesta quarta-feira. Os contágios foram os primeiros transmitidos localmente na localidade de 10 milhões de habitantes desde o início de fevereiro.

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De acordo com a televisão estatal, um dos casos foi detectado em um hospital local, e os outros dois, contatos próximos do primeiro, voltaram das Filipinas para a China no final de agosto e foram colocados em quarentena na cidade de Guangzhou, antes de ficarem isolados novamente em Harbin.

O homem diagnosticado com coronavírus no hospital viajou mais de 2.500 quilômetros, em 7 de setembro, via trem e avião de Ji’an, no sul do país, até Harbin, cidade perto da fronteira com a Rússia e que sedia um dos maiores festivais de inverno do mundo. Ji’an está na província de Jangxi, que faz fronteira com Fujian, onde uma onda do coronavírus adoeceu 364 pessoas ao longo dos últimos 11 dias.

Ele visitou uma grande variedade de hotéis, restaurantes e locais de entretenimento durante duas semanas após sua chegada, disse o governo local, e foi diagnosticado, na terça-feira, com pneumonia, e posteriormente transferido para um centro de tratamento de doenças infecciosas, onde permanecerá isolado e em observação.

Harbin fechou uma série de empresas por causa do teste positivo, incluindo salas de mahjong — tradicional jogo chinês —, cinemas, teatros, karaokê e pistas de dança, além de salões de beleza, centros de massagem, cibercafés, academias, igrejas e outros espaços religiosos.

A cidade também suspendeu encontros com aglomerações, implementou políticas de controle de multidões para locais públicos como supermercados e pontos turísticos, e limitou o uso de transportes públicos como metrôs, trens e ônibus. Os cidadãos receberam a recomendação de que não devem sair da cidade se não for necessário, e aqueles que o fizerem devem apresentar um teste negativo para Covid-19 dentro de 48 horas da partida.

A cidade também suspendeu as aulas presenciais em todos os jardins de infância, escolas primárias e secundárias por uma semana a partir desta quarta-feira, segundo a televisão estatal.

A variante Delta, altamente contagiosa, se espalhou no início deste mês pela província de Fujian, nas cidades de Xiamen e Putian, onde o primeiro caso foi reportado em 10 de setembro a partir de um pai de estudantes que havia viajado para Cingapura.

O surto chegou a outras duas cidades, Xiamen e Quanzhou, e foi inicialmente contido com medidas tomadas pelo governo, incluindo a quarentena da população, fechamento de áreas consideradas de maior risco de propagação do vírus, cancelamento das aulas presenciais e suspensão de atividades em locais públicos como cinemas, academias e bares.

Antes disso, entre o final de julho e meados de agosto, o país registrou mais de 1,2 mil casos de Covid-19, que se espalharam por 17 províncias, depois de contaminações ocorridas na cidade de Nanquim, na província de Jiangsu, inicialmente em trabalhadores do aeroporto que limparam um avião procedente da Rússia.

Desde o início da pandemia a China já contabilizou 95.738 casos e 4.636 mortes. O ritmo de vacinação caminha bem, com mais de 1 bilhão de pessoas completamente imunizadas.

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