Cientistas chineses descobrem que radiação 6G pode aumentar tamanho das células cerebrais

A descoberta pode ajudar a avaliar novas tecnologias de comunicação e também desenvolver terapias para tratar doenças cerebrais, dizem pesquisadores de Pequim

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Cientistas chineses fizeram descobertas sobre a radiação terahertz, uma tecnologia considerada entre as principais candidatas para a comunicação de próxima geração, também chamada de 6G.

Segundo Li Xiaoli, cientista da Universidade de Pequim, uma das preocupações constatadas pelo estudo é a verificação do crescimento neuronal em camundongos após serem expostos a baixos níveis de radiação terahertz.

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Após uma exposição de três minutos à radiação (de pulso de 100 microwatts com amplas frequências variando de 0,3 a 3 terahertz), os neurônios do rato crescem quase 150% mais rápido do que o normal. O comprimento total das conexões entre esses neurônios também dobrou em apenas três dias.

Apesar do crescimento super rápido, a análise molecular sugeriu que as células cerebrais expostas permaneceram saudáveis, de acordo com os cientistas.

Os cientistas, que observaram o crescimento acelerado de neurônios de camundongos depois que os roedores foram expostos a radiação breve e de baixa dose de ondas terahertz, dizem que suas descobertas têm implicações para futuros dispositivos de comunicação, e também no desenvolvimento de terapias para tratar doenças cerebrais.

De acordo com os autores do estudo, consultados pelo South China Morning Post, os efeitos negativos para a saúde da futura tecnologia de comunicação podem ser evitados reduzindo a intensidade e a duração da exposição à radiação.

Os resultados também sugeriram que “ondas terahertz de certas frequências e energias podem ser desenvolvidas como uma nova tecnologia de neuromodulação“, para tratar ou intervir em doenças.

Ondas de rádio em frequências mais altas podem transmitir mais informações, mas também carregam mais energia. As ondas terahertz têm uma frequência consideravelmente maior do que as ondas milimétricas usadas no 5G, que é limitada com uma velocidade máxima de 20 Gbps.

De acordo com um estudo realizado por pesquisadores russos em 2009, a exposição à forte radiação terahertz por várias horas por dia, com potência chegando a alguns watts, pode aumentar a temperatura nas células cerebrais, perturbar seu desenvolvimento e causar desidratação que reduz o tamanho das células.

Uma dose menor de radiação terahertz, entretanto, poderia aumentar a produção e a atividade de certas proteínas, que são conhecidas por estimular o crescimento de neurônios.

Os cientistas chineses disseram que mais investigações são necessárias para entender as mudanças nas proteínas induzidas por diferentes intensidades de exposição.

As células cerebrais expostas não cresceriam para sempre, de acordo com o artigo. Dois dias após a radiação inicial, a taxa de crescimento tendeu a diminuir significativamente.

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