Comando Sul dos EUA demonstra preocupação com avanço da China sobre o ‘triângulo do lítio’ da América Latina

Região contém 60% do lítio do mundo e 31% da água doce do mundo

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Mineração de lítio e fachada do Comando Sul dos Estados Unidos (Foto: REUTERS/Enrique Marcarian | Raymond Sarracino/SOUTHCOM Public Affairs)
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O Comando Sul dos Estados Unidos alertou, durante a Sexta Cúpula das Américas 2022, realizada em Miami há algumas semanas,  que o engajamento do país nas questões Leste-Oeste não pode resultar no “esquecimento” da América Latina, região “muito rica em recursos, minerais raros, lítio; o triângulo do lítio está na região”. De acordo com reportagem da Revista Opera, o alerta da comandante do Comando Sul, general Laura Richardson, é semelhante às que foram feitas “perante o Comitê de Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos em março passado” devido a sua “preocupação” com as alianças entre muitos dos países da América Latina e Caribe e o eixo China-Rússia.

“Não é pouca coisa a reiteração sobre os recursos existentes em alguns dos países da região que ‘contém 60% do lítio do mundo e 31% da água doce do mundo’”, destaca a reportagem. 

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Nesta  linha, os EUA alertam que a China está ganhando espaço por já refinar 60% do lítio mundial e controlar 77% da capacidade global de células de bateria e 60% da fabricação mundial de componentes de bateria. Além disso, Das 200 megafábricas de baterias projetadas até 2030, 148 estão localizadas  no país asiático. “Apesar de deter apenas 5,1 toneladas, ou 7%, das reservas comprovadas de lítio do mundo, a China é agora a quarta maior produtora”, destaca a reportagem sobre o temor estadunidense. 

“A região fronteiriça entre Bolívia, Chile e Argentina, chamada “Triângulo do Lítio”, concentra 68% das reservas mundiais do metal. Segundo estudos, a Bolívia tem 30% das reservas mundiais de lítio, seguida pelo Chile, com 21%, e a Argentina, com 17% do total, e seu mercado demonstra a forma como as relações de poder se modificaram no plano geopolítico nas últimas duas décadas, já que as potências econômicas centrais do século XX (Estados Unidos, Alemanha, Japão, França) ‘são cada vez mais deixados para trás e ofuscadas pelo forte dinamismo do Sul da Ásia, especialmente o gerado pela China’, diz o texto.

“O controle sobre os bens comuns da natureza, ou recursos naturais, é chave para o capitalismo global, e o Ocidente sabe que a ordem mundial nunca mais será a mesma. É por isso que vozes como a de Richardson são trombetas de uma guerra auto-convocada que não para”, finaliza a reportagem.

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