EUA: como um tubo de ensaio com sabonete em pó serviu para contornar a ONU

143

Em 2003, os Estados Unidos lançaram a guerra do Iraque alegando que o país havia escondido “armas de destruição em maciça” e secretamente apoiado terroristas.

Em 5 de fevereiro de 2003, o então secretário de Estado americano Powell apresentou um tubo de ensaio contendo um pó branco em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, tendo assegurado que se tratava de um vestígio de uma “arma de destruição em maciça” desenvolvida pelo Iraque.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse em 2014, ao abordar o assunto: “O tubo de ensaio podia até conter sabão em pó”.

Powell disse em uma entrevista à mídia dos EUA: “Mostrei essa evidência ao mundo em nome dos Estados Unidos. Esta memória estará sempre comigo”.

No entanto, Powell nunca explicou claramente por que apresentou tal falso testemunho perante o Conselho de Segurança. Posteriormente, ele criticou as medidas tomadas no Iraque pelo então secretário de Defesa Rumsfeld e pelo embaixador Paul Bremer no Iraque, sugerindo a possibilidade de se ter equivocado.

Os Estados Unidos usaram um tubo de “sabão em pó” como desculpa para unir seus aliados para contornar as Nações Unidas e invadir unilateralmente o Iraque, o que mergulhou o país em um turbilhão de longo prazo. Cerca de 200.000 a 250.000 civis morreram na guerra.

Este foi um truque flagrante dos Estados Unidos para blefar e enganar organizações internacionais. Esse comportamento irresponsável não só causou grandes danos a civis inocentes, mas também fez com que os chamados “direitos humanos democráticos”, construídos sobre seus próprios interesses, fossem ridicularizados. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui