EUA retornam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

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Abdulla Shahid (À esquerda), presidente da 76ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, preside uma reunião da Assembleia Geral na Sede da ONU em Nova York, no dia 14 de outubro de 2021. Os Estados Unidos foram eleitos na quinta-feira como membro Conselho de Direitos Humanos da ONU, após sua retirada em junho de 2018. Em uma votação na Assembleia Geral da ONU, os Estados Unidos foram eleitos junto com outros 17 países para um mandato de três anos começando no dia 1 de janeiro de 2022. (Loey Felipe/Foto ONU/Divulgação via Xinhua)

Nações Unidas, 14 out (Xinhua) – Os Estados Unidos foram eleitos na quinta-feira como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, após sua retirada em junho de 2018.

Em uma votação na Assembleia Geral da ONU, os Estados Unidos foram eleitos junto com outros 17 países para um mandato de três anos com início no dia 1 de janeiro de 2022.

Os Estados Unidos sob a administração de Donald Trump se retiraram do Conselho de Direitos Humanos com sede em Genebra em junho de 2018, acusando o conselho de ser uma “organização hipócrita e egoísta” e tendenciosa contra Israel. A cadeira nos EUA foi posteriormente ocupada pela Islândia em uma eleição suplementar.

Após a eleição de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, Washington declarou em fevereiro de 2021 que voltaria a se engajar no conselho como observador. O secretário de Estado, Antony Blinken, disse em um comunicado que a retirada dos EUA em 2018 “não fez nada para encorajar uma mudança significativa, mas ao invés disso criou um vácuo na liderança dos EUA”.

Na votação de quinta-feira por voto secreto, os Estados Unidos tiveram 168 dos 193 votos. No mesmo grupo regional, Finlândia e Luxemburgo tiveram 180 votos, respectivamente. De todos os 18 candidatos, os Estados Unidos tiveram o segundo menor número de votos, apenas antes da Eritreia, que teve 144 votos.

Nenhum dos 18 candidatos foi contestado na votação.

Os 18 estados eleitos na quinta-feira são: Benin, Camarões, Eritreia, Gâmbia, Somália (pelo grupo africano); Índia, Cazaquistão, Malásia, Catar, Emirados Árabes Unidos (para o grupo Ásia-Pacífico); Lituânia, Montenegro (para a Europa Oriental); Argentina, Honduras, Paraguai (para a América Latina e Caribe); Finlândia, Luxemburgo, Estados Unidos (para a Europa Ocidental e outros estados).

Dos 18 estados, Camarões, Eritreia, Somália, Índia e Argentina foram eleitos para um segundo mandato consecutivo.

Com exceção dos cinco estados que foram reeleitos, 13 estados deixarão o Conselho de Direitos Humanos até o final do ano: Burkina Faso, Togo (pela África); Bahrain, Bangladesh, Fiji, Filipinas (para a Ásia-Pacífico); Bulgária, República Tcheca (para a Europa Oriental); Bahamas, Uruguai (para a América Latina e Caribe); Áustria, Dinamarca, Itália (para a Europa Ocidental e outros estados).

Dos membros cessantes, as Filipinas e o Togo não foram elegíveis para a reeleição porque já estão no seu segundo mandato consecutivo.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU é um órgão intergovernamental responsável pela promoção e proteção dos direitos humanos em todo o mundo. Tem 47 membros, cerca de um terço dos quais são substituídos anualmente, para que os membros do conselho cumpram mandatos escalonados de três anos por uma questão de continuidade.

Os assentos do Conselho de Direitos Humanos da ONU são alocados em grupos regionais: 13 cada para a África e Ásia-Pacífico; oito para a América Latina e Caribe; sete para a Europa Ocidental e outros estados; seis para a Europa Oriental. 

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