EUA se esquivam de responsabilidade com atividades dos satélites Starlink, diz porta-voz

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Os Estados Unidos estão esquivando-se de sua responsabilidade e desviando a atenção com os chamados “critérios de colisão de emergência”, que não constituem uma atitude responsável que uma potência espacial deveria ter, declarou Zhao Lijian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês nesta quinta-feira.

Zhao fez as observações em uma coletiva de imprensa diária ao responder sobre o fato dos Estados Unidos negarem a noção da China de que os satélites Starlink colocaram em perigo a estação espacial chinesa duas vezes em uma nota enviada ao Escritório das Nações Unidas para Assuntos Espaciais em Viena e datada de 28 de janeiro.

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“Como as atividades não atingiram o limite dos critérios estabelecidos de colisão de emergência, as notificações emergenciais não foram justificadas em nenhum dos casos”, diz a nota.

A China estava cumprindo a obrigação internacional estipulada pelo Artigo V do Tratado do Espaço Sideral ao informar a ONU sobre a perigosa aproximação dos satélites Starlink com a estação espacial chinesa que ameaçou os astronautas chineses em órbita, afirmou Zhao.

Nos eventos relevantes para evitar colisões, os satélites Starlink dos EUA estão em um estado de manobra em órbita contínua, e suas estratégias de manobra e intenções são desconhecidas, disse Zhao, acrescentando que os astronautas chineses em órbita estão enfrentando ameaças reais e urgentes à segurança e que a China foi forçada a implementar o controle preventivo de colisões.

Após os incidentes, as autoridades chinesas tentaram várias vezes contactar o lado dos EUA por e-mail, mas não receberam resposta, afirmou o porta-voz.

Agora, os EUA estão tentando usar o chamado limiar de colisão de emergência para transferir as responsabilidades e distrair a atenção. Não estão mostrando uma atitude responsável como uma potência espacial, sem mencionar que não estão em posição de estabelecer unilateralmente um limiar de critérios de colisão de emergência, salientou.

O artigo IX do Tratado do Espaço Sideral estipula que, na exploração e uso do espaço, os Estados Partes no Tratado devem ser guiados pelo princípio de cooperação e assistência mútua e devem conduzir todas as suas atividades espaciais com a devida consideração aos interesses correspondentes de todos os outros Estados Partes no Tratado, observou Zhao.

Ele ressaltou que o lado chinês submeteu o registro de sua estação espacial à ONU e divulgou seus elementos orbitais no website.

“Para salvaguardar a segurança dos astronautas chineses e da estação espacial, a China está pronta para estabelecer um mecanismo de comunicação de longo prazo com o lado americano e espera que os EUA tomem medidas concretas para evitar que tais incidentes se repitam”, disse Zhao.

A China também espera que todos os países respeitem conjuntamente o sistema internacional do espaço sideral baseado na lei internacional e trabalhem juntos para salvaguardar a segurança dos astronautas em órbita e a operação segura e estável das instalações espaciais, acrescentou.

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