Leilão do 5G fecha 7 rondas no 101º dia com o valor mais fraco de licitações de sempre

Depois de 101 dias de licitações para conseguir acesso Às licenças da quinta geração móvel o apetite dos operadores parece estar a diminuir.

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Na semana passada o leilão do 5G atingiu os 100 dias de licitações, mas que correspondem já a seis meses de procedimento, uma duração épica que ultrapassa qualquer leilão de espectro em Portugal e na Europa e gera críticas de parte a parte. O arrastamento do processo, que teve início a 22 de dezembro na fase dos novos entrantes e que abriu portas à fase principal a 14 de janeiro, já levou a Anacom a tomar uma decisão de alteração do regulamento, contra a opinião dos operadores.

A ideia é que o número de rondas diárias duplique, mas isso poderá não resultar em valores mais altos nas licitações. Hoje, 101º dia desta fase, realizaram-se 7 rondas mas o valor das licitações mais elevadas não foi além dos 486 mil euros, o mais baixo de toda a história de mais de 100 dias de leilão.

O interesse dos operadores voltou a concentrar-se nas faixas dos 3,6 Ghz, faixas nativas do 5G, que nos últimos meses são as únicas que “mexem”. São os lotes mais baratos do leilão, mas os 38 lotes da categoria dos J já valorizaram mais de 300%, valendo mais de 5 milhões de euros depois de terem começado com preços a rondar os 1,2 milhões. Menos expressiva é a valorização dos lotes H, que são só 6, e que quase duplicaram de valor neste leilão.

A faixa dos 2,1 GHz ainda tem o primeiro lugar na lista das que mais aumentaram de preço durante o leilão, tendo registado uma subida de 400% em relação ao valor do primeiro dia de licitações. No terceiro dia, o valor do lote E1 passou para 10,4 milhões, subindo depois para 10,6 milhões, um valor que se mantém até hoje.

Já na faixa dos 2,6GHz, onde o interesse das operadoras também ficou marcado, os dois primeiros lotes tinham registado um crescimento de mais de 200% em relação ao preço de reserva. No 36º dia, o terceiro dos lotes apresentou licitações a ultrapassar os 5,2 milhões de euros, numa valorização de 75%.

Mais valiosos, os preços de licitação dos lotes das faixas dos 700 e 900 MHz mantém-se nos 19,2 e 6 milhões de euros desde o início da fase principal e na faixa que ficou livre após a conclusão do processo de migração da TDT um dos lotes ainda não recebeu ofertas.

Apesar da duração épica do leilão, o encaixe potencial não aumentou na mesma proporção e soma agora 405,3 milhões de euros. O valor está acima do que foi conseguido no 4G mas é pouco compatível com a longa “batalha” pelas licenças nos lotes das faixas de espectro que os operadores tentam garantir.

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