Lula defende mudança na governança global em reunião com conselheiro de segurança dos EUA

O presidente eleito destacou a importância do G20, informou Celso Amorim. "Jake Sullivan recordou que o Brasil ocupará a presidência (do bloco) em 2024", disse o ex-chanceler

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Jake Sullivan (gravata listrada), Luiz Inácio Lula da Silva (no meio) e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim (gravata vermelha) (Foto: Divulgação)
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O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se nesta segunda-feira (05), em Brasília (DF), com o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan. De acordo com o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, há interesse do governo norte-americano em cooperar com o Brasil para fazer do G20 um instrumento importante de uma governança global, mais democrática e mais justa.

Segundo o ex-chanceler, o petista “lembrou o G20 como instrumento importante na área econômica logo após a crise de Lehman Brothers (em 2008)”. “E Jake Sullivan recordou que o Brasil ocupará a presidência (do bloco) em 2024”, disse Amorim.

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O norte-americano levou o convite feito pelo presidente dos EUA, Joe Biden, para um encontro com Lula. Amorim afirmou ser “mais provável que a visita oficial ocorra logo após a posse, em janeiro de 2023”.

Em entrevista após a reunião, ex-ministro afirmou que Lula e o conselheiro trataram de diversos temas de interesse mundial, como as mudanças climáticas, a cooperação em desenvolvimento tecnológico e sustentável, e a reforma na governança mundial, incluindo no Conselho de Segurança da ONU.

Segundo Amorim, Sullivan destacou a “importância da eleição democrática do presidente Lula, como importante para a democracia no Brasil, na região e no mundo”. 

Outro tema abordado foi a guerra da Rússia com a Ucrânia e o interesse do governo dos Estados Unidos para o Brasil possa ajudar. “Jake Sullivan fez análise da guerra, das dificuldades e que os Estados Unidos desejam a paz. A guerra custa a todos”.

De acordo com o ex-ministro, Lula manifestou interesse em fortalecer o Mercosul e as instituições sul-americanas, e mencionou a importância da Unasul.

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