O notável crescimento da China no Para hóquei no gelo enquanto os Estados Unidos buscam o quarto ouro consecutivo

Sangue, suor, lágrimas e um time novinho em folha enfrentando o mundo e vencendo: o Para hóquei no gelo está rapidamente se tornando um dos esportes preferidos da China, mas Declan Farmer e a equipe dos Estados Unidos serão difíceis de deter.

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Os pucks pelos ares, música tocando, as redes balançando, o pavilhão pulsando: a estreia do Para hóquei no gelo da China nos Jogos Paralímpicos de Inverno foi como um sonho.

Foi uma convincente vitória por 7 a 0 sobre a Eslováquia no sábado (5 de março) diante de uma apaixonada torcida em Pequim, que saudou seu novo herói, Shen Yifeng, autor de quatro gols. Fez jus ao apelido de “Pequeno Redemoinho” (Little Whirlwind).

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O segundo jogo da China foi tão impressionante quanto o do triunfo de 5 a 2 sobre a República Tcheca no domingo, para avançar às quartas de final com o jovem Shen, de 23 anos de idade, marcando o seu quinto gol em dois jogos.

“Estou muito contente, não posso expressar os meus sentimentos em palavras. É uma grande fase podermos jogar e para mim, marcar quatro gols. É difícil expressar o que sinto agora”, disse Shen.

O que faz o crescimento da China ainda mais notável é que o time só foi formado em 2016. Por isso, como eles chegaram tão longe tão rapidamente?

“Temos a melhor comissão técnica”, acrescenta Shen. “Nós somos unidos, jovens e bastante confiantes. A razão do nosso rápido progresso é porque somos muito aplicados.

A China vai jogar seu último jogo válido pelo grupo B na terça-feira contra a Itália, que ainda procura um lugar nas fases finais.

Os favoritos da competição são os atuais tricampeões Paralímpicos, os Estados Unidos e sua estrela Declan Farmer, depois de duas boas vitórias em um forte grupo A para alcançarem as semifinais.

Os estadunidenses derrotaram os eternos rivais canadenses por 5 a 0 na estreia, antes do hat-trick de Jack Wallace levá-los a um expressivo triunfo por 9 a 1 sobre a República da Coreia, no domingo.

O time de Para hóquei no gelo da China

Todo jogador de Para hóquei no gelo possui uma história para contar.

Shen estava em um acidente de trem em 2005 e teve ambas as pernas amputadas, enquanto que seu colega de equipe Wang Zhidong, de 22 anos, envolveu-se em um acidente com eletricidade de alta voltagem quando tinha sete anos.

O capitão do time, Cui Yutao, é o mais velho da equipe, com 36 anos. Outrora Para ciclista, ele se envolveu com o hóquei no gelo quando Pequim venceu a candidatura dos Jogos Paralímpicos de 2022.

“O que me levou para o Para hóquei no gelo é o poder de união, cooperação e sua paixão, que é o mais importante”, declarou ele para o IPC. (sigla em inglês para Comitê Paralímpico Internacional).

Yu Jing é a única mulher entre os 18 atletas do forte time da casa de Para hóquei no gelo, o que a torna a terceira jogadora da modalidade a disputar os Jogos Paralímpicos de Inverno.

As duas primeiras foram as norueguesas Brit Mjaasund Oeyen em Lillehammer 1994 e Lena Schroeder em PyeongChang 2018.

Enquanto que a China tem pouca coisa em disputa na terça, a Itália precisa de uma vitória para assegurar um lugar nas quartas de final. Os europeus virão com a confiança em alta, depois de uma vitória dramática no shootout sobre a Eslováquia.

O jogo acontece nesta terça (8) às 16:35 no horário de Pequim (5:35 hora de Brasília / 8:35 hora de Lisboa).

China x Itália – “Não tenho medo de jogar com aquela atmosfera, na frente de milhares de pessoas”

Houve sangue, suor e lágrimas no jogo Itália x Eslováquia no último domingo.

David Korman marcou o primeiro gol Paralímpico de sempre da Eslováquia no final do segundo período, antes que Gianluigi Rosa igualou faltando seis minutos para o fim.

Depois de 45 minutos eletrizantes e cinco minutos de tempo extra, tudo se resumiu ao primeiro shootout destes Jogos, o que foi demais para alguns.

“No fim eu estava chorando por causa da tensão”, declarou o defesa italiano Andrea Macri, limpando o sangue de uma ferida nele aberta um pouco mais cedo.

Ele não foi o único a lutar, junto estava Nils Larch, de 24 anos, para marcar o quarto pênalti da Itália, sabendo que, se o gol fosse marcado, a vitória iria para os italianos.

“Eu estava atônito”, disse Alex Enderle, o melhor amigo de Larch. “Eu nem tinha certeza se eu poderia assistir.”

Felizmente, o homem mais feliz do ginásio foi Larch, que jogou o disco de bastão em bastão antes de colocá-lo no fundo das redes.

“Eu só gosto de bater pênaltis”, disse Larch depois, casualmente.

O outro herói italiano foi o goleiro Julian Kasslater, de 39 anos, que nunca havia atuado no gelo Paralímpico antes, mas foi chamado para o rinque depois que o goleiro titular, Gabriele Araudo, foi forçado a sair com uma lesão no início do terceiro período.

Kasslater defendeu dois pênaltis que contribuíram para a vitória da Itália.

“Muita emoção”, disse Macri para o Olympics.com no dia seguinte à vitória sobre a Eslováquia e no dia anterior ao jogo contra a China.

“Foi muito suor, foi tão difícil e eu estou tão orgulhoso dos meus colegas porque fizeram um trabalho incrível”, acrescentou.

Agora a Itália enfrenta um invicto time chinês que marcou 12 gols em duas partidas, e que jogará contra uma fanática torcida local em um pavilhão repleto.

“Não tenho medo de jogar com aquela atmosfera, na frente de milhares de pessoas”, disse Macri, veterano dos Jogos Sochi 2014 e PyeongChang 2018.

“Espero que amanhã exista uma real atmosfera Paralímpica, estou muito feliz por isso.”

Os Estados Unidos em ótima forma nos primeiros dois jogos

Enquanto isso, os atuais campeões, os Estados Unidos, começaram a competição com força ao vencer o eterno rival Canadá por 5 a 0, depois de uma impressionante vitória sobre a República da Coreia por 9 a 1 e, assim, passar confortavelmente da fase de grupos.

Declan Farmer marcou o gol no tempo extra que deu o ouro aos norte-americanos há quatro anos em PyeongChang 2018 e continuou a história em Pequim.

O seu gol – mais três assistências – contra os vizinhos do norte, o Canadá, fez de Farmer o maior artilheiro Paralímpico dos Estados Unidos, com apenas 24 anos.

Até mesmo os canadenses o reverenciavam.

“Ele é um excelente jogador. Tem mostrado isso há muitos anos e até hoje,” disse Tyler McGregor, capitão do Canadá, depois do jogo que abriu o grupo A.

“Ele tem um altíssimo QI para o hóquei e tem o faro do gol. Ele é um daqueles que temos que nos preocupar bastante no gelo, mas hoje não fomos capazes de fazer isso.”

Os colegas de equipe de Farmer não estavam assim tão surpresos.

“Ele não tem muito para dizer, ele pode apenas jogar e o resto da equipe vai atrás e segue”, disse o treinador estadunidense David Hoff.

“Ele é tão importante para nós nesse sentido. Muito divertido assistir, especialmente quando vestimos as mesmas cores do time que ele”, adicionou.

Farmer acrescentou cinco pontos mais (dois gols e três assistências) à sua contagem, durante o triunfo sobre a República da Coreia, com direito ao hat-trick de Jack Wallace.

Evan Nichols, o jogador mais jovem do plantel norte-americano, com 17 anos, teve uma inesquecível estreia Paralímpica com três assistências, assim como o capitão Josh Pauls.

Disse Wallace, “Ter um time com tantos bons jogadores é um privilégio”.

“O altruísmo que vem com isso, estar disposto a abrir mão de um pouco do seu tempo de gelo para garantir que todos tenham o máximo de tempo possível, todos do time abraçaram esta ideia”.

Com 14 gols marcados e apenas um contra em dois jogos, os Estados Unidos estão com os olhos bem abertos rumo ao quarto título do Para hóquei no gelo nos Jogos.

Os Estados Unidos em ótima forma nos primeiros dois jogos

Enquanto isso, os atuais campeões, os Estados Unidos, começaram a competição com força ao vencer o eterno rival Canadá por 5 a 0, depois de uma impressionante vitória sobre a República da Coreia por 9 a 1 e, assim, passar confortavelmente da fase de grupos.

Declan Farmer marcou o gol no tempo extra que deu o ouro aos norte-americanos há quatro anos em PyeongChang 2018 e continuou a história em Pequim.

O seu gol – mais três assistências – contra os vizinhos do norte, o Canadá, fez de Farmer o maior artilheiro Paralímpico dos Estados Unidos, com apenas 24 anos.

Até mesmo os canadenses o reverenciavam.

“Ele é um excelente jogador. Tem mostrado isso há muitos anos e até hoje,” disse Tyler McGregor, capitão do Canadá, depois do jogo que abriu o grupo A.

“Ele tem um altíssimo QI para o hóquei e tem o faro do gol. Ele é um daqueles que temos que nos preocupar bastante no gelo, mas hoje não fomos capazes de fazer isso.”

Os colegas de equipe de Farmer não estavam assim tão surpresos.

“Ele não tem muito para dizer, ele pode apenas jogar e o resto da equipe vai atrás e segue”, disse o treinador estadunidense David Hoff.

“Ele é tão importante para nós nesse sentido. Muito divertido assistir, especialmente quando vestimos as mesmas cores do time que ele”, adicionou.

Farmer acrescentou cinco pontos mais (dois gols e três assistências) à sua contagem, durante o triunfo sobre a República da Coreia, com direito ao hat-trick de Jack Wallace.

Evan Nichols, o jogador mais jovem do plantel norte-americano, com 17 anos, teve uma inesquecível estreia Paralímpica com três assistências, assim como o capitão Josh Pauls.

Disse Wallace, “Ter um time com tantos bons jogadores é um privilégio”.

“O altruísmo que vem com isso, estar disposto a abrir mão de um pouco do seu tempo de gelo para garantir que todos tenham o máximo de tempo possível, todos do time abraçaram esta ideia”.

Com 14 gols marcados e apenas um contra em dois jogos, os Estados Unidos estão com os olhos bem abertos rumo ao quarto título do Para hóquei no gelo nos Jogos.

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