Xi Jinping aponta cooperação do BRICS como: punho, fermento e força-tarefa

Desde a sua criação, o mecanismo cooperativo tem estreitamente relacionado seu futuro com as fortunas dos mercados emergentes e países em desenvolvimento.

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O presidente chinês Xi Jinping discursa na 8ª cúpula do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no estado de Goa, oeste da Índia, em 16 de outubro de 2016. (Xinhua/Yao Dawei)
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A 14ª Cúpula do BRICS está programada para ser realizada sob a presidência da China nesta semana, em um momento em que os mercados emergentes e os países em desenvolvimento estão lidando com um mundo cada vez mais volátil.

A cúpula e dois outros eventos de alto nível relacionados – o Diálogo de Alto Nível sobre o Desenvolvimento Global e o Fórum Empresarial do BRICS, que acontecem de quarta-feira (22) a sexta-feira (24), serão realizados online com os líderes dos cinco mercados emergentes proeminentes do mundo – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – assim como líderes de outros países em desenvolvimento.

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Observadores globais estarão de olho nos eventos, já que os países do BRICS abrigam quase 42% da população mundial e respondem por cerca de um quarto da economia global. Sua interação e cooperação desempenham um papel crucial na formação dos cenários políticos e econômicos do mundo.

Ao longo dos anos, o presidente chinês Xi Jinping usou pelo menos três frases de efeito para descrever a cooperação do BRICS, que oferecem alguns insights sobre o funcionamento desse mecanismo.

Durante a sétima Cúpula do BRICS em 2015, Xi comparou os cinco países do BRICS a cinco dedos, diferentes em comprimento quando esticados, mas capazes de fechar o punho quando unidos.

As observações de Xi expõem vividamente o respectivo potencial e vantagens dos cinco países, e a solidariedade e sinergia que o BRICS exala.

Ao longo dos anos, os países do BRICS trilharam o caminho de forjar parcerias em vez de alianças, ao mesmo tempo em que defendem o respeito mútuo e o progresso comum.

A aproximação entre os países do BRICS tem se manifestado na luta conjunta contra a pandemia da Covid-19.

Em 2017, Xi afirmou que “o BRICS não é uma loja de conversas, mas uma força-tarefa que faz as coisas acontecerem”.

A cooperação do BRICS foi atualizada de um mecanismo de reunião de chanceleres para o mecanismo de reunião de líderes do BRICS e, nesse meio tempo, estabeleceu uma série de mecanismos de cooperação, como o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Arranjo Contingente de Reservas e o Conselho Empresarial do BRICS para impulsionar a colaboração pragmática em várias áreas.

O comércio de bens entre os países do BRICS atingiu 8,55 trilhões de dólares em 2021, um aumento anual de 33,4%. A criação do NDB é outro bom exemplo. Desde o início de suas operações, o banco aprovou cerca de 80 projetos e concedeu US$ 30 bilhões em empréstimos.

No início deste mês, os ministros da economia e do comercio do BRICS se comprometeram a aprofundar a cooperação em áreas como economia digital, investimento comercial e desenvolvimento sustentável, cadeia de suprimentos e mecanismos multilaterais de comércio.

Áreas como aeroespacial, informação e comunicações, meio ambiente, novas energias e biotecnologia também tiveram o aprofundamento da cooperação estabelecido.

A Parceria BRICS sobre a Nova Revolução Industrial será tomada como ponto de partida para promover a cooperação econômica do BRICS na próxima fase. A China tem liderado e impulsionado ativamente a parceria, concentrando-se na cooperação na indústria digital e transformando indústrias com tecnologias digitais,além de realizar o estabelecimento de um centro de inovação em Xiamen, província de Fujian, leste da China.

A cooperação do BRICS já é mais do que os cinco países. Desde a sua criação, o mecanismo cooperativo tem estreitamente relacionado seu futuro com as fortunas dos mercados emergentes e países em desenvolvimento.

“O desenvolvimento de mercados emergentes e países em desenvolvimento não tem a intenção de mover o queijo de ninguém, mas de fermentar o bolo da economia global”, disse Xi em um discurso na cerimônia de abertura do Fórum Empresarial do BRICS em 2017.

Na Cúpula do BRICS de Xiamen em 2017, foi adotada a abordagem “BRICS Plus”. O projeto visa fortalecer a unidade e coordenação entre os membros do BRICS para maior coesão e para continuar ampliando o “círculo de amigos” do BRICS em uma busca conjunta de desenvolvimento e prosperidade compartilhados para todos os mercados emergentes e países em desenvolvimento.

A abordagem explora a cooperação dentro das Nações Unidas, do G20 e de outras estruturas para promover os interesses comuns e impulsionar o espaço de desenvolvimento para mercados emergentes e países em desenvolvimento, contribuindo, através de parcerias mais amplas, para a paz e o desenvolvimento mundiais.

O Diálogo de Alto Nível sobre Desenvolvimento Global será realizado virtualmente na sexta-feira. Líderes do BRICS e líderes de mercados emergentes relevantes e países em desenvolvimento participarão da reunião sobre a promoção de uma parceria de desenvolvimento global para a nova era para conjuntamente implementar a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável.

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