Zelensky acusa Putin de “se apropriar” do Dia da Vitória. Data é celebrada por dezenas de países

Apesar de ter sua realização ameaçada por nazistas ucranianos, Zelensky acusa Putin de "querer se apropriar" das comemorações do Dia da Vitória soviética sobre o nazismo alemão

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Marcha do Regimento Imortal reunião mais um milhão de pessoas na capital russa, Moscou. Sputnik / Grigory Sysoev

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou seu homólogo russo, Vladmir Putin, de “se apropriar” da vitória sobre o nazismo, comemorada no 9 de maio. Zelensky prometeu “não permitir” que isso acontecesse.

O que é a Marcha do Regimento Imortal

Em nove de maio de 1945, as tropas do Exército Vermelho de Trabalhadores e Camponeses participaram do primeiro desfile do Dia da Vitória, que marca formalmente o final da “Grande Guerra pela Pátria”, nome pelo qual é conhecida a reação soviética à invasão alemã entre 1941 e 1945 durante a segunda Guerra Mundial. A mobilização soviética foi a que mais provocou baixas nos alemães entre todas as forças aliadas.

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Das 13,4 milhões baixas nazistas, 10 milhões foram resultados dos esforços do Exército Vermelho. Os soviético mobilizaram 2,6 vezes mais tropas do que as 25 nações aliadas somadas. E, por fim, os soviéticos foram quem mais sofreram baixas. No total, 27 milhões de pessoas, dentre soldados e civis, foram mortos no combate. Isso correspondeu a quase 15% da populações total da União Soviética durante o período. Durante o holocausto, foram assassinados 6 milhões de judeus, um número 4,5 menor que o total de baixas soviéticas.

Nessa data, 9 de maio, é realizada a marcha do Regimento Imortal, que rememora os mártires que livraram a humanidade dos horrores do nazifascismo. Desde então, apesar de ser realizada tradicionalmente em cidades russas e acompanhada de um grande desfile militar em Moscou, a marcha é realizada ao redor de todo o mundo. Veja algumas imagens da Marcha do Regimento Imortal de 2022:

Paris, França. (Sputnik / Dominic Buten)
Madri, Espanha (Sputnik / Gustavo Valiente)
Ancara, Turquia (Sputnik)
Nur-Sultan, Cazaquistão (Sputnik / Vladislav Vodnev)
Bishikek, Quirguistão (Sputnik / Tabyldy Kadyrbekov)
Luanda, Angola
Havana, Cuba

A marcha vem ocorrendo em outras cidades pelo mundo desde o dia 7 (sábado), como São Paulo, Rio de Janeiro, Roma, Shanghai, Caracas, Beirute, Sydney, Quito e Buenos Aires.

Já na Ucrania…

No final de abril, um dos fundadores do Batalhão Azov, Andrey Biletsky, ameaçou jogar uma bomba em todos que participassem da Marcha do Regimento Imortal em Mariupol, cidade do leste ucraniano ocupado pelas repúblicas populares do Donbass.

O Batalhão Azov é um dos regimentos nazistas incorporados ao Exército Ucraniano a partir do golpe de Estado de 2014. Desde então, toda a simbologia nazista foi reabilitada na Ucrânia, e a memória soviética, bem como traços comuns à cultura dos povos do leste europeu, vem sendo suprimida.

O comediante e presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, concede o título de “Herói da Ucrânia” ao nazista Dmitro Kotsyubaylo, líder do Pravyy Sektor, pela “coragem pessoal demonstrada na defesa da soberania do Estado e da integridade territorial da Ucrânia”. Kotsyubaylo é tido um dos operadores do Massacre à Casa dos Sindicatos de Odessa, em maio de 2014.

Apesar das ameaças

Apesar das ameaças do militar nazista ucraniano e fundador do Azov, Andrey Biletsky — que prometeu alvejar a cidade de Mariupol com mísseis, a cidade realizou uma Marcha do Regimento Imortal com adesão da população civil. Uma fita de São Jorge de 300 metros foi exibida pelas ruas.

Em Mariupol, agora nas mãos das Forças Separatistas da República Popular de Donetsk, o presidente separatista da RPD, Denis Pushilin, liderou a coluna carregando a bandeira.
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