Zelensky defende batalhão neonazista Azov em entrevista à Fox

"Eles são o que são. Eles estavam defendendo nosso país. Eles são componentes das forças armadas ucranianas", disse Zelensky

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Em uma entrevista à Fox News na sexta-feira passada (1º), Vladimir Zelensky foi questionado sobre o batalhão neonazista Azov e sua presença nas forças armadas do país.

Por muito tempo, a mídia ocidental tentou defender Zelensky das acusações de que seu governo está intimamente ligado às forças neonazistas, argumentando que ele “é um homem judeu de língua russa”.

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Na última sexta-feira (1º), após uma entrevista de Zelensky à Fox News, ficou mais difícil sustentar que não existe uma relação entre os grupos como o Batalhão Azov, fascistas e cúmplices em crimes contra a humanidade, e o governo ucraniano.

Vladimir Zelensky foi objetivamente questionado pelo apresentador Bret Baier: “O que os americanos devem saber sobre essa unidade [Regimento Azov] e as acusações que a cercam?”

Falando pela primeira vez abertamente sobre o assunto, Zelensky declarou que “eles são o que são, estavam defendendo nosso país”.

“Mais tarde, quero explicar a você, tudo, todos os componentes desses batalhões voluntários que foram incorporados aos militares da Ucrânia. Eles são um componente do Exército ucraniano”, respondeu Zelensky.

O Batalhão Azov foi formado em maio de 2014 por grupos neonazistas em Berdyansk, depois que o Ministro dos Assuntos Internos, Arsen Avakov, autorizou a criação de unidades paramilitares para combater separatistas de língua russa na Ucrânia, principalmente nas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk.

Na época, em meio aos protestos e tentativas do governo de reduzir o status do russo como língua nacional da Ucrânia, o Batalhão Azov ganhou fama.

Com o tempo, tornou-se um refúgio para neonazistas filiados ao Pravy Sektor (Setor Direito) e outras formações políticas que haviam ajudado no golpe de Estado de fevereiro de 2014, que foi apoiado pelos Estados Unidos.

Os crimes dos batalhões voluntários neonazistas são amplamente documentados, incluindo um relatório sobre o Batalhão Azov pelo Escritório das Nações Unidas do Alto Comissariado dos Direitos Humanos e um sobre o Batalhão Aidar pela Anistia Internacional.

Embora a Rússia tenha denunciado diversas vezes o caráter nazista desses militantes, a mídia ocidental ignora as acusações e os relatórios das entidades multilaterais.

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