‘Abandonar Taiwan será abandonar democracia e a liberdade’, diz senador estadunidense

Apesar das palavras de Biden à Xi Jinping em março sobre não apoiar a independência de Taiwan, delegação de legisladores estadunidenses chega à província rebelde. A agenda não-anunciada durará dois dias e conta com representação bipartidária, democrata e republicana.

366
Aviões do exercício naval EUA-Japão em janeiro de 2022. (Divulgação US Navy)

Em visita à província de Taiwan, o senador estadunidense democrata Bob Menendez teceu provocações à Pequim, afirmando que a ilha seria um ‘país de importância global’ e que ‘abandonar Taiwan’ seria ‘abandonar a democracia e a liberdade’.

A visita da comitiva bipartidária estadunidense, composta pelo também senador Lindsey Graham, republicano, ocorro menos de um mês após a videoconferência realizada entre o presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo estadunidense, Joe Biden, realizada no último dia 18 de março.

- Publicidade Patrocinada -
‘Troca de opiniões’: Xi Jinping se reuniu com Joe Biden em videoconferência, a pedido deste último, em março.

Na ocasião, Biden reiterou que não apoia a independência de Taiwan, não busca uma ‘nova guerra fria’ e não pretende mudar o sistema da China. Disse Biden: “Os Estados Unidos estão prontos para ter diálogo sincero e cooperação mais estreita com a China, permanecer comprometidos com a política de Uma Só China, e manejar eficazmente a competição e as discordâncias para garantir o crescimento estável da relação.”

Os EUA são alegadamente os maiores financiadores dos rebeldes em Taiwan, armando e treinando tropas, estimulando o militarismo no Mar do Sul da China. Apesar disso, formalmente, os EUA não mantêm relações com o Escritório de Taiwan.

Bob Menendez, presidente do Comitê de Relações Internacionais do senado dos EUA, e outros membros da delegação estadunidense, posam para uma foto com Joseph Wu, do pretenso MRE de Taiwan, após a chegada da delegação no aeroporto de Taipei Songshan.

Os exercícios militares estadunidenses em parceria com Austrália e Japão tem se tornado cada vez mais frequentes. Em 2021, o Japão controlado por políticos ligado à seita Nippon Kaigi, aprovou um orçamento militar recorde.

Na última quarta (13), as marinhas dos EUA e do Japão realizaram exercícios conjuntos de capacidade nuclear, com o porta-aviões Abraham Lincoln no Mar do Japão. Na ocasião, o Japão foi convidado à ingressar formalmente a AUKUS, aliança militar entre Austrália (AU), Reino Unido (UK) e Estados Unidos da América (US).

Zhao Lijian, porta-voz do MRE da China

Essa política estadunidense vem sendo constantemente denunciada pela chancelaria chinesa. Em resposta às provocações, o Exército Popular de Libertação (EPL) da China, colocou em operação forças navais e aéreas ‘com prontidão de combate’ no Estreito de Taiwan.

Segundo a CNN, a delegação dos EUA, recém-chegada em Taiwan de uma visita à Austrália, ainda se encontrará com os pretensos ministros das Relações Exteriores, Joseph Wu, e da Defesa, Chiu Kuo-cheng.

- Publicidade Patrocinada -

留言 DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui