LIDE China promove encontro sobre BRICS com autoridades, empresários e acadêmicos

Encontro "Aprofundamento da Parceria dos BRICS para juntos criarmos um futuro melhor para o desenvolvimento global" foi realizado em parceria com o Consulado da China em São Paulo

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Encontro organizado pela plataforma de negócios LIDE China em parceria com o Consulado Geral da China em São Paulo reuniu proeminentes nomes da relação Brasil-China, bem como estudiosos dos assuntos BRICS. Apresentado pelo sr. José Ricardo, Co-Chairman & CEO do LIDE China, o evento teve início às 9 da manhã (GMT -3) desta quarta (29).

A primeira fala foi da Sra. Chen Peijie, Cônsul-Geral da República Popular da China em São Paulo, que trouxe considerações sobre a reunião da cúpula do BRICS reunida na última semana. Citando o presidente Xi Jinping, a Sra. Consul comentou sobre o conceito de Segurança Global, bem como a importância dos BRICS de serem uma voz de liderança na comunidade internacional, defendendo o direito internacional e tendo a ONU como centro das relações internacionais, bem como abandonar o “jogo de soma zero”, se opor ao hegemonismo e propor a construção de um novo tipo de relações internacionais, baseado em respeito mútuo, justiça e cooperação ganha ganha.

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Chen Peijie, Cônsul-Geral da República Popular da China em São Paulo

Após a Sra. Chen, o próximo convidado a usar a palavra foi o Sr. Deputado federal Fausto Pinato, que preside a Frente Parlamentar Brasil-China. Pinato elogiou o caráter pragmático da governança chinesa que apesar de submetida à “hierarquia comunista”, exerce uma política moderada com seus parceiros internacionais.

Segundo o deputado do partido Progressistas, que se descreve como um moderado de centro-direita, o BRICS teria ficado “fora de cena por um tempo”, e que hoje não é mais entendido apenas pela troca de “projetos estruturantes”, mas pela apresentação do grupo para uma “nova retórica mundial”.

Deputado federal Fausto Pinato, que preside a Frente Parlamentar Brasil-China

O evento continuou com falas do Dr.João Manssur, coordenador geral das Relações Brasil-China da CBI-OAB/SP, que comentou sobre o pedido de adesão da Argentina ao bloco. Para o Dr. Manssur, essa adesão se somaria ao fato do BRICS já contar com 42% da população mundial e 45% da força de trabalho, bem como contar com um gigantesco mercado de consumo, o que “abriria um leque de possibilidades”.

O próximo a discursar foi o Sr.Wang Yansong, que preside ambas Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e a gigante de maquinários pesados XCMG, ilustrou como se dá a cooperação entre Brasil e China na prática. Em seu discurso, Sr.Wang comentou sobre os encontros realizados entre empresários chineses e brasileiros, os projetos de infraestrutura e os esforços para recuperação econômica de um mundo em crise.

Wang Yansong, que preside ambas Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e a gigante de maquinários pesados XCMG

Ainda na temática de crise, o coordenador do GEBRICS da USP, Sr. Paulo Casella, levantou uma preocupação quanto o item 22 da última declaração do BRICS. O item aponta para uma neutralidade em relação à Operação Militar Especial da Rússia na Ucrânia para combater a expansão da OTAN. Segundo Casella, a ação da Rússia seria uma ação de agressão imotivada contra a Ucrânia que violaria tanto as declarações anteriores do BRICS, quanto o próprio direito internacional.

O encontro contou também com a ilustre presença do Sr. Marcos Troyjo, que preside do Novo Banco de Desenvolvimento, apelido de “Banco dos BRICS”. Troyjo trouxe um histórico sobre o BRICS, desde a categorização dos países que hoje o compões pela Goldman Sachs, passando por 2009, quando o grupo assume uma postura unitária, até os dias de hoje, quando começam a tratar das grandes questões da liderança global.

Marcos Troyjo, que preside do Novo Banco de Desenvolvimento

O presidente do “Banco dos BRICS” também comentou a potencialidade do BRICS, trazendo alguns números. Segundo Troyjo, o Novo Banco de Desenvolvimento é um importante mecanismo que possibilita deslocar o meridiano da economia mundial para os países emergentes.

Depois da fala do Sr. Marcos Troyjo, o professor da Universidade de Beijing, Sr. Chen Yifeng, trouxe algumas considerações sobre a importância da criação de um arcabouço jurídico do BRICS. Chen falou das diferenças entre as experiências dos países europeus e os EUA para os países emergentes. Como exemplo, Chen citou que a questão da industrialização não é uma temática de primeira importância para o norte global, diferente dos países do sul, que estão em um processo industrializante muito recente pós-colonialismo. Seria uma tarefa do BRICS, então, propor alternativas ao norte global, estimular o multilateralismo e prover atualizações no direito internacional mais condizentes com a realidade dos países emergentes.

Chen Yifeng,professor da Universidade de Beijing

Se aproximando do final do encontro, a fala do Sr. Guo Cunhai foi a penúltima e se concentrou nas questões relativas à economia e desenvolvimento verdes. Para Cunhai, a China nos últimos anos tem reduzido a largos passos sua emissão de carbono, bem como tem sido o maior financiador para o desenvolvimento de práticas verdes, tornando-se uma referência nesse âmbito e objetivando zerar as emissões até 2030. Guo Cunhai é pesquisador no instituto de pesquisas latino americanas da academia chinesa de ciências sociais (ILAS-CASS).

Guo Cunhai é pesquisador no instituto de pesquisas latino americanas da academia chinesa de ciências sociais (ILAS-CASS)

A última fala foi reservada para a Sra. Cônsul da China em SP, Chen Peijie, fazer suas considerações finais sobre o encontro. Para a Sra. Chen, os países do BRICS tem uma grande responsabilidade em termos da construção do futuro sob três eixos principais: segurança global, desenvolvimento e intercâmbio cultural. Finalizando suas considerações, Chen lembrou as quatro grandes questões do século levantadas pelo presidente Xi Jinping: “Entre a guerra e a paz, somos pela solução pacífica dos conflitos. Entre desenvolvimento e regresso, estamos pelo desenvolvimento. Entre abertura ou o fechamento, continuaremos a promover a abertura comercial entre os países. Entre o confronto ou a cooperação, optaremos pela cooperação”.

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